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ESIGN Act

A Electronic Signatures in Global and National Commerce Act (ESIGN Act), aprovada em 2000, atribui à assinatura eletrónica o mesmo valor jurídico da assinatura manuscrita no direito federal e no comércio interestadual dos EUA.

O que faz a ESIGN Act

Antes de 2000, a assinatura eletrónica vivia numa zona cinzenta nos EUA. A ESIGN Act dissipou a dúvida com três princípios essenciais:

  1. Reconhecimento jurídico — não se pode negar efeito ou exigibilidade a um contrato só por ser eletrónico ou assinado eletronicamente.
  2. Exigência de intenção — o signatário tem de querer assinar eletronicamente de forma clara (não por acidente).
  3. Proteção do consumidor — os consumidores têm de consentir ativamente em receber documentos por via eletrónica e podem retirar o consentimento.

O que a ESIGN cobre

  • Contratos profissionais (B2B e B2C)
  • Acordos de compra e venda e ordens de compra
  • Cartas de oferta de emprego e documentos de integração
  • Contratos de crédito e financeiros
  • Apólices e participações de sinistro
  • Contratos imobiliários (salvo as escrituras, na maioria dos estados)
  • Formulários de saúde não sujeitos à HIPAA

O que a ESIGN NÃO cobre

Certos documentos de maior risco ficam de fora e continuam a exigir assinatura tradicional ou reconhecimento notarial:

  • Testamentos, codicilos e fideicomissos testamentários
  • Matérias de direito da família (adoção, divórcio)
  • Decisões e documentos oficiais dos tribunais
  • Avisos de recolha de produtos
  • Cortes de serviços públicos
  • Cancelamentos de seguros de saúde

Direito federal vs. estadual: UETA

A ESIGN Act é lei federal, mas a maioria dos estados adotou também a Uniform Electronic Transactions Act (UETA), que cobre as transações intra-estaduais. 49 estados mais o Distrito de Colúmbia adotaram a UETA — apenas Nova Iorque tem uma lei estadual distinta, mas semelhante. Na prática, ambas as leis chegam ao mesmo resultado: a assinatura eletrónica é válida em transações profissionais.

Conselhos práticos de conformidade

  • Mostrar intenção clara — faz com que o signatário clique num botão «Aceito assinar», não se limite a sair da página
  • Recolher trilha de auditoria — IP, carimbo temporal e verificação de email para atribuição
  • Evidência de integridade — usa ferramentas que selem o documento criptograficamente após a assinatura
  • Entregar cópias — envia o documento assinado por email a todas as partes
  • Permitir opt-out do consumidor — contratos B2C têm de oferecer alternativa em papel se pedida
Experimente você próprio

Enviar assinaturas eletrónicas com validade jurídica

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